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Entre o perdão e a aceitação, Mário Velloso e Cesare Perrotti lançam seus romances
Velloso lança terceiro livro e Perrotti faz estréia por Cássio Barco. Dois romances, dois escritores. Em pauta, dois sentimentos distintos, porém próximos. Sob as temáticas "perdão" e "aceitação", os autores Mário Velloso e Cesare Perroti lançaram seus respectivos livros "O Perdão que não vem" e "Genilda e a Poesia" na Pizzaria Piola, na última quarta-feira (4/2). Os escritores ainda não se conheciam pessoalmente. Foram apresentados pelo Editor da Realejo, Zé Luiz Tahan, e logo se identificaram. Cesare Perrotti, aos 69 anos, empolgado com o lançamento de seu primeiro livro. Mário Velloso, 40, igualmente excitado, porém com mais experiência em neste tipo de evento: "O Perdão que não vem" é seu terceiro livro. "Nossos livros vêm do mesmo elemento bruto. São sentimentos bem parecidos. O perdão requer aceitação e vice-versa", destaca Velloso. Perrotti compartilha da opinião: "Ambos são sentimentos que requerem entendimento. São extremamente humanos". Neste clima de identificação, eles realizam uma leitura de suas obras para o público presente e provocam uma reflexão coletiva. "Todos estão sujeitos a se encontrarem em uma situação como esta. Este livro coloca o perdão na pauta da cada um. Estimula as pessoas a se abrirem um pouco mais para a possibilidade", diz Mário Velloso. Ele, entretanto, acredita que perdoar está ficando cada vez mais difícil. "Hoje as pessoas são estimuladas a não perdoar. A sociedade estimula o confronto, a vingança. Mostra o perdão como sinal de fraqueza, quando, na verdade, perdoar é se elevar. Se o perdão estivesse mais presente no dia-a-dia das pessoas, nas pequenas e grandes coisas, teríamos uma convivência mais harmoniosa". Cesare Perrotti também vê a "não-aceitação" como um dos maiores equívocos da sociedade. "Julgar e condenar alguém é condenar a humanidade. As pessoas fazem o que são capazes de fazer porque são humanas, como todos nós". No caso de seu romance, a temática da aceitação é sustentada pelo relacionamento de um desiludido jornalista com Genilda, uma prostituta de 15 anos. Os dois livros, por serem tão humanos, possuem personagens com personalidades fortes. Genilda, protagonista do romance de Perrotti, é ainda mais forte do que ele imaginava que seria. "Quando escrevia este romance, demorei meses para avançar quando cheguei a um capítulo chave. Os personagens se desenvolveram de uma forma, que, em certo ponto, precisei tomar uma decisão sobre Genilda. Toda vez que escrevia o capítulo, precisava recomeçar. Ela não concordava com a minha decisão. E só consegui passar daquele ponto quando me submeti à vontade dela", confidencia o escritor. Depois das confissões, explicações e reflexões, a noite chega ao fim com a satisfação total de quem prestigiou o evento. Mas não acaba sem antes um último encontro entre os dois autores, já na saída da pizzaria. Um caloroso aperto de mão, uma troca de e-mails e o agradecimento, dos dois lados. "Mário, foi uma noite especial e uma honra dividir a mesa com você hoje". "Para mim também, a identidade que aconteceu foi uma grata surpresa". .Mais 20/01/2009 - Conversa de Passarinhos com Alice Ruiz e Maria Valéria Rezende 11/11/2008 - O bom canalha é invisível, diz Carpinejar 03/11/2008 - Faça uma defesa do canalha e concorra a um livro autografado pelo poeta Fabricio Carpinejar 28/10/2008 - José Macia, o Pepe, fala de sua vida de escritor, de sua carreira no futebol e conta causos |
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